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conaculta

"We must enter into that willing suspension of disbelief required in the reading of any poem"

Eugénio de Andrade

Que tinha chamado o dealer, que estava à espera do dealer, que já gostava do dealer. Porque começava a desenvolver feelings about him. Que antes tinha passado no supermercado. Que tinha comprado Chèvre, Brie e Camembert, pão saloio quente, ainda a cheirar a quente. Que tinha sido simpática, (mais do que o necessário, porque tinha chamado o dealer) com a senhora que lhe serviu duzentos gramas de azeitonas pretas, lhe escolheu um chouriço e lhe foi buscar, lá atrás, uma caixa de cinco litros de vinho branco, de uma casta alentejana muito melhor do que as outras, apesar de estar a comprar vinho à caixa. Que escolheu Barilla para a massa que ia cozinhar. Que voltou para casa. Que bebeu dois copos do tal vinho e que, finalmente, começou a sentir-se capaz de escrever poemas sobre a luz dos dias e o vento a entrar pelas janelas do nôno andar. Era Verão e o tempo ia continuar quente, em Cascais.


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