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conaculta

"We must enter into that willing suspension of disbelief required in the reading of any poem"

Os irritadiços

O tio Frank já dizia que não há melhor vingança que o sucesso. O Ronaldo é maravilhoso não só, mas também, porque funciona do mesmo jeito. Eu gosto de pessoas assim: irritadiças. Gosto de pessoas que defendem os seus amigos, que se irritam por tudo e por nada, que vivem metade do mês como se estivessem com a TPM, porque a outra metade é para serem idolatradas pelo povo em geral, claro e pelos poetas em particular, óbvio.

Quando era pequenina achava isto uma característica muito horrível e tentava ser sensata e pouco irritadiça. A minha mãe ensinou-me a dizer às pessoas, Mómó não mexe, só vê com os olhinhos e ainda hoje acha mal quando eu me esqueço do mantra. No entanto, a idade mudou-me. E tenho absoluta confiança que o feitio irrascível que venho desenvolvendo me vai aperfeiçoar as virtudes e diminuir os defeitos aos olhos dos outros. Quiçá voltar a escrever um livro que se veja. Quiçá ser eleita a mulher mais sexy do Arraial Pride de Lisboa, no ano que vem, desculpem mas este ano já não consigo. Pelo menos atingir aquele objectivo de chegar à Praça do Comércio, brandindo um bordão, como o da Rainha Santa Isabel na sua peregrinação a Santiago de Compostela e alimentar o tão famigerado mito entre as minhas iguais de, "Ser das que bate".

Pensando bem, sempre tive a certeza de que o filósofo Nietzsche também devia bater em toda a gente e em relação à minha barriga tanquinho, lá chegaremos.

 

 


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